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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma história de amor e superação


Esta é uma história verídica, de um pai e seu filho que ilustra bem como uma tragédia pode se transformar numa linda conquista. Sem filosofia, mas com muita pratica. Estou falando de Dick e Rick Hoyt , dois homens comuns de classe média da pequenina Winchester, no Estado norte-americano da Virginia. Rick quase morreu no parto. Foi estrangulado pelo próprio cordão umbilical, acidente que deixou sérias sequelas para o resto de sua vida. A lesão cerebral o impediria a ter uma vida normal. Dick, um militar e esportista nato, tinha agora um ‘vegetal’ pra cuidar e não o filho saudável que tanto sonhou. Os pais se mexeram ao longo dos primeiros anos tentando encontrar uma saída que não fosse deixar Rick numa instituição própria para deficientes, conselho dado pelos próprios médicos. Ele não falava, não andava sozinho, não se alimentava sem ajuda, mal podia mover seus braços. Parecia faltar tudo na vida de Rick. Mas o principal ele teve na conta certa. O amor incondicional de seu pai. Anos mais tarde, separado da mulher, com o filho sozinho para cuidar, reformado do exército e aos 58 anos de idade, Dick começou a observar algo diferente no filho. Na frente da TV onde ele passava horas, Rick demostrava um comportamento curioso quando via algo em especial na telinha. As provas de triatlon causavam um entusiasmo no jovem. O pai reparava que seus olhos ficavam vidrados no monitor nessa hora, os braços sem coordenação alguma se movimentavam e ele emitia alguns ruidos entusiasmados. Dick sentia que seu filho ‘participava’ de cada prova que assistia pela TV. Foi ai que ele tomou a decisão em tornar real esse anseio do filho. O amor traduziu a vontade de Rick e fortaleceu o pai a concretizá-la.

Abaixo segue o link que traz o vídeo emocionante desta história.


Inclusão – uma preocupação

O trabalho com pessoas com necessidades educacionais especiais, não é fácil, mas estas tem a oportunidade de vivenciar a importância do valor da troca e da cooperação nas interações humanas.
Portanto, para que as diferenças sejam respeitadas e se aprenda a viver na diversidade, é necessária uma nova concepção de escola, de aluno, de ensinar e de aprender.A efetivação de uma prática educacional inclusiva não será garantida por meio de leis, decretos ou portarias que obriguem as escolas regulares a aceitarem os alunos com necessidades especiais, ou seja, apenas a presença física do aluno com necessidades educacionais especiais na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independentemente de suas diferenças ou características individuais, o que eu ainda vejo como utopia nas escolas estaduais.
Bem sabemos que os alunos com necessidades educacionais especiais inseridos nas salas de aula regulares, vivem uma situação de experiência escolar precária ficando quase sempre à margem dos acontecimentos e das atividades em classe, porque muito pouco de especial é realizado em relação às características de sua diferença, talvez por falta de preparo do professor ou pelo descaso deste.
Mas como trabalhar a diversidade com salas de aula lotadas, sem apoio necessário e sem capacitação profissional pertinente ao trabalho inclusivo?O processo de inclusão tem sido amplamente discutido por estudiosos e pesquisadores da área de Educação Especial, no entanto pouco se tem feito no sentido de sua aplicação prática. O como incluir tem se constituído a maior preocupação de pais, professores e estudiosos, considerando que a inclusão só se efetivará se ocorrerem transformações estruturais no sistema educacional.

A Inclusão e as redes de ensino de Sapiranga


A Inclusão está cada vez mais presente em nosso cotidiano, no entanto há muito preconceito e discriminação com as pessoas portadoras de deficiências ou necessitadas de educação especial e infelizmente nossas escolas ainda não estão preparadas para atender esta demanda.
Trabalho nas redes estadual e municipal de Sapiranga, onde percebo que o município vem se adequando para atender os alunos portadores de deficiências e necessidades educacionais especiais. Já o Estado matricula alunos com necessidades especiais, mas não instrumentaliza o professor, a escola pra receber e atender esta clientela cada vez mais presente. O Estado não investe na área de Educação Especial, no máximo oferece algumas palestras voltadas à Inclusão, mas como ficam o acompanhamento e a assistência necessária aos alunos com necessidades de educação especial?
Na escola estadual em que trabalho, procuramos orientar as famílias para atendimentos particulares, se esta apresenta condições financeiras ou tentamos encaminhamentos por postos de saúde para atendimentos psicológicos e neurológicos oferecidos gratuitamente no município.
Em nosso município temos apoio para o trabalho de Educação Especial de entidades como a APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), APADA (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos), NAE (Núcleo de Atendimento ao Educando),
CAPS (Serviço de Saúde Mental - Caps de Sapiranga), atendimento para alunos com deficiências visuais na Escola Municipal 1º de Maio.