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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Projeto de Aprendizagem - novo fazer na prática pedagógica

Lendo o artigo de Suênia Izabel Lino Molin, divulgado em Contrapontos -
PROJETO DE APRENDIZAGEM E
TECNOLOGIAS DIGITAIS:
novo fazer na prática pedagógica
Volume 8 - n.2 - p. 201-214 - Itajaí, mai/ago 2008, em que cita:

“Fagundes (2007) argumenta que pensar em Projeto de Aprendizagem é acreditar em uma concepção de ensino distinta da presente na escola tradicional. Salienta que há diferenças entre o trabalho com Projeto de Ensino e com Projeto de Aprendizagem (PA). No projeto de ensino, o tema estudado parte geralmente do professor ou da coordenação pedagógica da escola e segue os conteúdos programáticos das disciplinas que constam no currículo escolar. Nele, o professor é o agente do processo e o aluno é passivo e receptor à proposta de seus mestres. O modelo é a transmissão da informação. No projeto de aprendizagem, são os alunos que decidem o que querem investigar e se a investigação será desenvolvida individualmente ou em grupo. Os problemas levantados surgem da curiosidade, dos desejos e das necessidades dos educandos. As regras e as diretrizes são negociadas entre os alunos e os professores.”

Desta forma percebia que estava meu primeiro projeto, em que eu trazia o suporte mas o aluno não investigava, desenvolvendo-se assim a aprendizagem por projetos e não projeto de aprendizagens onde o aluno age, investiga e busca por respostas para a construção do conhecimento.

domingo, 4 de outubro de 2009

Escola tradicional X Escola nova

Por incrível que pareça, estamos no ano 2009, passaram-se setenta e sete anos do início do movimento educacional Escola Nova , no entanto ainda vemos a imagem da Classe A, retratada na imagem acima, em salas de aula, quando sabemos que a aprendizagem é fundamental ao desenvolvimento dos processos internos na interação com outras pessoas.
O movimento da Escola Nova uniu educadores de vários pontos da Europa e da América do Norte e, aos poucos, foi-se estendendo para muitos países de outros continentes.
Apesar de educadores contemporâneos serem agrupados como uma totalidade, é evidente que os caminhos percorridos por cada um deles, as avaliações realizadas e as propostas alternativas construídas eram singulares e diferenciadas.
Alguns pontos comuns do movimento:
• A crítica à escola tradicional – aos conteúdos preestabelecidos, hierarquizados e dissociados da realidade dos alunos e aos seus métodos de ensino ultrapassados;
• A construção de uma concepção de criança e de aprendizagem distinta da tradicional;
• A crítica ao trabalho escolar que era feito para a escola e não para a aprendizagem e formação da criança;
• A organização de experiências pedagógicas alternativas;
• A luta pela inserção nos sistemas educacionais destas novas práticas;
• A elaboração de materiais de ensino concretos e diversificados;
• As sugestões para a reorganização de espaço da sala de aula e dos tempos de trabalho escolar;
• A proposição de novas formas de organização do ensino;
• A profissionalização da tarefa educativa com a organização dos educadores em sindicatos e associações docentes;
• A crítica a uma escola que tinha as lições como centro da rotina escolar;
• A utilização do método científico na escola (observação, hipótese, verificação, conclusões ou lei geral).
Os fundadores da Escola Nova como Ovide Decroly, Maria Montessori, John Dewey, Célestin Freinet e outros, fizeram uma profunda crítica à escola tradicional, problematizaram o papel do educador, do educando, da organização do trabalho pedagógico e construíram um compromisso com a transformação da escola. Os escolanovistas procuraram criar formas de organização do ensino que tivessem as seguintes características: a globalização, o interesse imediato do aluno, a participação dos alunos e da comunidade, uma reorganização da didática e do espaço da sala de aula. Nestas experiências vamos encontrar vários tipos de caminhos como: as unidades didáticas, os centros de interesse e os projetos.

sábado, 22 de novembro de 2008

Auto-avaliação na construção do Projeto de Aprendizagem


Pensar a aprendizagem a partir da construção do Projeto de Aprendizagens, acredito que eu cresci muito, como também passei a entender melhor a proposta do trabalho.
Houve crescimento, tanto em nível do grupo, como individual, onde nosso envolvimento nos proporcionou um posicionamento frente ao assunto, pois avançamos no domínio do assunto, incrementamos com o uso das tecnologias, sendo que ambas tomávamos as iniciativas, não nos acomodamos na espera de que uma faça pela outra, dividimos tarefas. Avançamos na estruturação das etapas, crescemos a partir da interação com os professores.
Nossa rotina neste semestre alterou-se, pois passamos a interagir, o grupo necessitava comunicar-se constantemente para que se tomassem decisões e prosseguíssemos na construção do PA. Essa comunicação ocorreu por MSN, telefone, e-mail, fórum do grupo no Wiki, reuniões com os professores, sem dúvida o grupo dialogou muito nesse semestre. As relações entre os membros do grupo foram muito positivas, nos entendemos bem, buscamos sempre chegar ao consenso, por meio do diálogo, respeito à opinião e cumplicidade.
Particularmente, acho que eu contribuo na construção do projeto, participei do processo do início até o momento, mesmo não gostando de falar em público, conheço o processo e me encontro dentro deste. Houve cooperação na construção dos diversos elementos do projeto, desde a estruturação da questão inicial, das certezas e dúvidas, da elaboração do mapa conceitual, da reorganização das certezas e dúvidas, da criação das páginas para apresentar as descobertas,...
Estou muito feliz com nosso PA, pois acho que está bem organizado e estruturado, construímos várias páginas, separando os assuntos e dando ao trabalho uma estética bonita, como também facilitando o carregamento da página a cada vez que editávamos, que fica difícil se está tudo em uma única página, acaba ficando muito lento o carregamento.
Avaliar minha participação no processo do PA, me deixa satisfeita, pois tive comprometimento, interação, cooperação, muita disponibilidade, esforço, iniciativa, interesse, organização e boas relações com o grupo. Também fui pontual com as postagens no Rooda e no Blog.
O Projeto de Aprendizagem em grupo é um trabalho que requer muito mais que conhecimento, este precisa de disponibilidade para o trabalho coletivo, capacidade de descentração, onde oferecer auxílio nos proporciona um ganho particular em conhecimentos e maturidade nas relações com o grupo. A humildade é um fator muito importante nesse processo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Reflexão sobre Projetos de Aprendizagem

A partir de questões selecionadas e discutidas na aula presencial ao início do quinto semestre, passamos a interagir para a idealização de um Projeto de Aprendizagem.
Com a formação do grupo, o primeiro passo fora definir nossa questão de investigação. Para esta, iniciaram-se nossas conversas para chegar a um consenso. Não tinha idéia de que havia muito mais por vir, pois acredito que como eu,muitos pensaram no Projeto de Aprendizagem, como nos projetos que estamos acostumados a realizar e desenvolver em sala de aula, aos quais chamam de pesquisa escolar.
O próximo passo fora definir as certezas provisórias e as dúvidas temporárias que tínhamos a partir da questão de investigação. Nesta etapa ficamos com muitas dúvidas em como realizar e desenvolver esta etapa e dar o devido prosseguimento ao Projeto de Aprendizagem.
Para dar continuidade e chegarmos a um denominador comum marcamos um encontro presencial no Pólo. Achei que estávamos fazendo tudo corretamente, inclusive o mapa conceitual. Foi quando em conversa no MSN com os professores, passamos a compreender que as dúvidas e certezas teriam que vir a responder nossa questão de investigação.
Marcamos novo encontro presencial entre os membros do grupo, estávamos muito apegadas com o contato físico e direto. Reestruturamos as certezas provisórias e as dúvidas temporárias, refletindo cada qual, se realmente seria necessária para responder a questão investigativa.
Nesta etapa passamos a interagir com o uso das tecnologias, nos envolvemos diariamente com o Projeto de Aprendizagem.
Tivemos uma nova aula presencial, em os professores esclareceram nossas angústias e passamos a compreender um pouco melhor a estruturação do mapa conceitual, acredito que na terceira reformulação tenhamos acertado, pois conseguimos sintetizar, relacionar e ler o mapa constituído.
O desenvolvimento do Projeto de Aprendizagem prosseguia. Nesta etapa realizamos esclarecimentos e validamos certezas e dúvidas por meio de leituras, pesquisas, coleta de materiais e entrevistas, visando a produção de conhecimento.
Continuamos envolvidas no aprimoramento do Projeto de Aprendizagem, bem como pensamos em dar prosseguimento no próximo ano.
Pensar esta metodologia na sala de aula me assusta, pois trabalho com o primeiro ano, procuro desenvolver projetos, mas que são direcionados, ainda não me permiti que a turma escolha seu projeto de aprendizagens, também não sei como seria desenvolver o PA, quando alunos de seis anos têm opiniões muito variáveis, idéias bem particulares. Fico imaginando como seria escolher uma questão de investigação...
Posso destacar que neste semestre o trabalho com Projeto de Aprendizagens, é um grande desafio. Acredito que o maior aprendizado fora de compartilhar dúvidas, certezas, angústias, erros e acertos no trabalho em grupo. A construção do conhecimento se dá por meio das descobertas divididas, onde definir, ceder, questionar, esclarecer,..., foram ações voltadas para aprimorar o conhecimento que tínhamos com relação ao tema escolhido.

Ps: no parágrafo anterior citei que trabalho com projetos, no entanto já não sei mais como chamá-los, pois o professor disse-nos em uma situação que estes seriam pesquisa escolar, mas no Magistério chamávamos de centro de interesse, já na docência passamos a tratar de projetos, agora me dizem que é pesquisa escolar, então eu continuo nesta ...



segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A VIDA


No link abaixo há uma linda

mensagem que nos faz

refletir sobre como estamos

agindo em relação

a VIDA...

Água é sinônimo

de vida.

Vale a pena ler, ver e ouvir!


sábado, 20 de setembro de 2008

Projeto em ação


A partir das questões iniciais definimos uma questão de investigação:
Os rios podem se regenerar após muitos anos de poluição?
Até este momento, estamos trabalhando com certezas e dúvidas,no entanto não temos que cortar por quantidade e sim por importância, que só poderemos saber durante a discussão.
Por enquanto analisamos e repensamos, assim acabamos gerando mais dúvidas, criando um contexto maior para a exploração e discussão.
A pergunta principal, orienta nosso pensamento, mas não devemos podar esses pensamentos, se tivermos dúvidas se uma dúvida ou certeza é relevante incluí-la, pois estamos em uma fase insegura.
O debate entre o grupo é necessário para produzir uma construção que contemple o interesse do grupo, nas proximidades das perguntas iniciais, dado que escolhemos esta pergunta, por que pensamos que ela é uma boa pergunta para investigar.
A análise das dúvidas e certezas deve levar em consideração:
a) a certeza ou dúvida contribui para a construção da resposta à questão principal?
b) a dúvida é de fato algo que precisa ser explorado ou sua resposta é imediata ou uma coisa para qual já sabemos a resposta?
c) a certeza é de fato provisória?

Assim trabalhamos a técnica de brainstorming, que propõe que um grupo de pessoas se reúnam e se utilizem das diferenças em seus pensamentos e idéias para que possam chegar a um denominador comum eficaz e com qualidade, gerando assim idéias inovadoras que levem o projeto adiante.

Projetos de Aprendizagem

Estamos iniciando uma caminhada , na qual ainda ansiosa, duvidosa, nervosa, pois sinto uma grande insegurança nesta nova etapa para a construção de projetos de aprendizagem.
Inicialmente definimos a questão de investigação, que será norteadora do projeto.
A segunda etapa, é voltada à estruturação de certezas provisórias e dúvidas temporárias. Estamos em fase de discussões e definições desta etapa, esta nos parece bem complexa.
O grupo está constantemente em contato, conversas por telefone, MSN, debates no fórum, bem como o encontro presencial do grupo, são válidos para a definição da etapa. Criamos um mapa conceitual, a idealização deste trouxe a lembrança do Magistério, onde tínhamos que elaborar esquemas definindo as idéias principais do assunto.
O grupo pos em prática um plano de ação, para melhor orientar-se no projeto de aprendizagem.
É um desafio trabalhar em grupo à distância, por meio de tecnologias, pois ainda temos grande necessidade do contato presencial para que as idéias sejam colocadas em prática.