domingo, 22 de junho de 2008

Tempo

A primeira dimensão, o tempo físico, permite a criança localizar-se no tempo e situar fatos de sua vida, ou seja, perceber o tempo fazendo sua quantificação e representação.
A segunda dimensão, o tempo histórico ou social, permite que a criança perceba seu tempo diferente de outros tempos ou épocas, bem como compreender o tempo como fruto da construção social, de determinantes históricos que as sociedades imprimem à época em que vivem.
A importância deste trabalho espaço-temporal, no ensino fundamental, é de preparar o aluno para entender o tempo como uma dimensão contínua, que passa e não pára, bem como a criança passa a compreender o tempo físico, a sua trajetória pessoal e o tempo histórico, fruto de suas relações sociais. Trabalhar noções espaciais e temporais é investir na capacidade de raciocínio do aluno, por meio de desafios à inteligência, estaremos educando para a vida.

Espaço

Para que a criança construa o conceito de espaço é necessário oferecer oportunidades para que ela possa operar com as relações espaciais, sabendo localizar-se, compreendendo esse espaço como construção humana em determinado tempo de uma sociedade.
É importante dar noções para que as crianças possam localizar-se, bem como representar graficamente a construção de espaço.
Devemos lembrar que as noções do espaço constroem-se por etapas, que a criança deve ter dominado uma etapa para avançar para etapa seguinte. Saber ler o mundo social e desvendar sua lógica, conhecer a organização e estruturação do espaço, desde o espaço da criança até o espaço-nação.
Isso tudo significa educar a criança e educar-se para saber pensar o espaço, para saber se organizar e futuramente localizar-se neste.

Sobre o ensino do tempo e do espaço...

Nossa memória é uma fonte de pesquisa, nesta o tempo e o espaço estão inseridos, em que relacionamos os diferentes períodos históricos , identificamos as mudanças e as permanências que ocorrem em um determinado tempo e espaço.

Na prática docente, na qual sempre trabalhei com alunos de seis e sete anos, primeiro e segundo anos, procurei sempre partir do tempo e do espaço do aluno. O tempo, a partir do eu e da família, ou seja a história que envolve o aluno. O espaço, a partir da casa, da sala de aula e da escola, que são espaços de convívio do aluno.

O planejamento deve ser flexível, a fim de contemplar aprendizagens e construir competências, passo a passo, a partir dos saberes dos alunos, pois a base da aprendizagem está na história dos mesmos.

A relação professora X alunos X Estudos Sociais, torna-se prazerosa, quando partimos das vivências dos alunos para a compreensão de seu tempo e espaço, por meio de diversas atividades relacionadas ao projeto em questão, construímos a aprendizagem que se dá a partir de desafios, onde a professora age como mediadora e incentivadora, instigando os alunos para o sonho, o desejo de aprender, em que joga o olhar para frente, para ações que se imaginam necessárias, ao vislumbrar situações que precisam ser transformadas para termos no futuro cidadãos críticos e ativos em seu meio social.

Ciclos de vida

O ciclo de vida não pode parar, no entanto temos de nos conscientizar de que devemos respeitar as Leis da Natureza. Os ciclos naturais de vida são uma necessidade a todo tipo devida existente no Planeta Terra, portanto temos que conscientizar nossos alunos para que entendam que interromper as etapas de um ciclo pode comprometer a diversidade da vida.
Conforme Morim, ”as intervenções humanas ignoravam e ainda ignoram a profundidade das variações ecológicas que elas produzem. Colhemos agora as conseqüências dos desequilíbrios por nós provocados, o que nos mostra o quanto não podemos escapar da natureza, o quanto nos tornamos cada vez mais coagidos pelo meio ambiente à medida que buscamos dominá-lo. É justamente a crise ecológica que não nos deixa esquecer nossa eco-determinação. Como reação, desenvolvemos tecnologias que buscam controlar e/ou minimizar essa crise. No entanto, essas tecnologias “envolvem-nos assim cada vez mais na tecnosfera e aprisionam-nos mais na lógica das máquinas artificiais. Encerramo-nos numa corrida infernal entre a degradação ecológica que por sua vez nos degrada e as soluções tecnológicas que tratam os efeitos destes males, desenvolvendo-lhes as causas.”(idem, p. 73).”
Aí que entramos como educadores, em que envolveremos nossos alunos para a conscientização a e preservação ambiental, para no futuro termos uma geração mais responsável, preocupada em criar possibilidades de uma educação “ecologizada”, transformar as relações entre os seres humanos e destes com a natureza e, com isso, possibilitar a construção de um novo mundo mais justo e sustentado.
É fundamental ressaltar que o estudo sobre os ciclos de vida é uma oportunidade para reflexão sobre noções de tempo e de desenvolvimento (mudança ou transformação). A observação do tempo permite que as crianças compreendam o tempo como algo que se renova continuamente por meio das etapas de nascimento, crescimento e morte. O tempo revela, assim, o início e o esgotamento dos acontecimentos, o eterno recomeço das coisas da natureza. Esse é o chamado tempo cíclico, diferente do tempo cronológico que rege a vida das pessoas em nossa sociedade, em meio a medidas e ritmos criados pelos homens em função de seus interesses e valores. A reflexão sobre o tempo cíclico possibilita conhecer e explicar os impasses e conseqüências das interferências humanas na natureza, principalmente quando envolvem degradação e destruição dos ambientes.

Ciclos da Natureza

A relação entre a ocupação do espaço pelos habitantes do universo de Balance e o equilíbrio do mesmo dependia de cada um fazer a sua parte. Caso um habitante deixasse de fazer a sua parte causaria o desequilíbrio. Quando não houve mais consenso entre os habitantes, um destes empurrou os demais para que caíssem do universo, no entanto um habitante e a caixa havia equilíbrio, mas este não podia chegar até a caixa. Quem tudo quer nada tem...
Assim ações individuais podem alterar o equilíbrio de um sistema de modo a comprometer a estrutura do mesmo levando-o ao desequilíbrio. Seria o mesmo que cada pessoa jogar o lixo no meio ambiente que lhe rodeia, em pouco tempo teríamos montanhas de lixo acumuladas as nossas portas, ao invés de termos jardins, gramados, hortas e árvores.
Como nos dizem os PCNS – Meio Ambiente e Saúde – volume 9: “Já a devastação e a exploração predatória que compromete a existência de diversidade genética, que ameaça de extinção espécies inteiras, gera grande desequilíbrio e fere a harmonia da natureza... Mas um grande desequilíbrio pode causar reações em cadeia, irreversíveis, de efeitos devastadores inclusive para a própria espécie humana.”
O desequilíbrio leva à extinção, isto é, ao fim das espécies. Assim como no filme, em nosso meio o desequilíbrio ambiental provoca a desestruturação.
Uma crescente devastação e exploração predatória causada pelo homem levam ao desequilíbrio ambiental, porque o homem visa enriquecer às custas dos recursos naturais, mas esquece que está esgotando os recursos naturais.
A crescente industrialização em meio à era da tecnologia e modernização fazem com que o homem esqueça que precisa viver em harmonia com o meio ambiente, pois está inserido neste, que é escasso e limitado. A agressão causada ao equilíbrio ambiental, nos atinge, pois somos parte do meio ambiente, daí a urgência de mudar as atitudes do homem frente ao meio ambiente e trabalhar de forma a conscientizar a população.

Sombras...

Quando brincamos com as figuras, projetando sombras variadas, em que perceberam que indiferentemente à cor da figura a sombra projeta-se da mesma forma. Em seguida conversamos sobre a necessidade de haver luz para que haja sombra. Já o segundo questionamento “sombra é o mesmo que escuro?”, fora muito complexo, pois os alunos não têm tamanha consciência de que quando é escuro, para nós, a Terra tenha girado em seu próprio eixo, deixando-nos à sombra. Neste momento questionei os alunos sobre qual figura tinha cor se era a branca ou a preta, prontamente responderam-me que era a preta, “pois o branco do lápis de cor não pinta”, veja a associação que levantaram. Então lhes perguntei se eu usasse o vermelho para pintar as figuras branca e preta, em qual eu conseguiria ver a cor vermelha pintada, então responderam que seria na figura branca, assim consegui fazê-los entender que há cor no branco e ausência de cor no preto.
No terceiro questionamento, em relação às atividades diárias, os alunos disseram que durante o tempo claro podem jogar bola, olhar o que lhes rodeia, brincar, andar de bicicleta,... Já no escuro, deve-se dormir ou realizar atividades como ir à igreja, assistir novelas, percebe-se nas atividades citadas, as atividades que habitualmente realizam a noite.
Os alunos citaram exemplos de fenômenos que podem ver. No claro, citaram as flores e as borboletas, os animais, a presença do sol, das nuvens, do céu azul ou das chuvas. No escuro, citaram a presença de estrelas, da lua, de animais que só saem à noite, como o morcego.
O quinto questionamento, referente à importância da sombra na natureza, não fora de grande sucesso com os alunos, pois aos seus pontos de vista, a sombra serve unicamente para descanso e fuga do sol.
No sexto questionamento, os alunos responderam que a sombra de uma arvore altera-se durante o dia, conforme a posição do sol, pois a sombra fica para o lado em que há menos luz.
Assim para a definição de sombra os alunos disseram que é refletida onde há falta ou ausência de luz. Por exemplo, um aluno parado diante do sol, é um obstáculo para a luz, formando a sombra atrás de si.

terça-feira, 27 de maio de 2008

UM OLHAR SOBRE AS IMAGENS E REPRESENTAÇÕES DE MUNDO



Vivemos num mundo fantástico, no qual nos surpreendemos a cada amanhecer, em que contemplamos e vivenciamos a transformação do tempo e do espaço.A atividade pode auxiliar na introdução de um tema, pois assim como pensei que não seria fácil a realização da atividade, vi que o exercício da representação pode explicitar melhor o potencial do aluno, que é um ser pensante e que há uma coisa pensada, esta coisa é o mundo transformado em objeto. Percebe-se assim, que tudo é possível, que há possibilidades de um novo olhar para o ensino de temas científicos, pois sempre trouxe temas pré-selecionados por mim e baseados no Projeto Político Pedagógico da Escola. Vejo agora que os alunos podem sim escolher um tema para ser estudado, pois há compreensão e interesse, integrando informações, conceitos, ampliando visões iniciais. Cabe ao professor ser mediador e desafiador, criando situações limites para as explicações dos alunos, bem como demonstrar conhecimento e humildade, em saber que ele não me o centro do conhecimento.