quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pensando em arquiteturas pedagógicas...

Desenvolvendo neste período do estágio três arquiteturas pedagógicas distintas: metodologia de alfabetização Alfa e Beto, Projeto de Aprendizagem e Aprendizagem por projetos. Percebo que ambos são aceitos pelos alunos, mas que reagem diferentemente a cada arquitetura.
A metodologia de Alfabetização Alfa e Beto começa a apresentar os resultados com relação à escrita e leitura, no entanto neste ano sinto, assim como os alunos, que está num estágio bastante complexo para o início do processo de alfabetização. Este é o segundo que estamos no programa Alfa e Beto, mas no ano passado esta etapa em que estamos agora iniciou-se em agosto.
O Projeto de Aprendizagem agora está tomando forma, sinto que os alunos voltaram seu interesse para os contos de fadas através do filme “Xuxa em O mistério de Feiurinha”, bem como trazem em si certezas e dúvidas com relação às histórias. Este processo de comprovação e certificação acerca dos conhecimentos prévios da turma é muito prazeroso, pois já debatem as questões levantadas sobre as histórias lidas, ouvidas e sobre os dois filmes assistidos.
A Aprendizagem por projetos já bem voltada às atividades práticas desperta grande interesse pela turma, pois realizamos atividades voltadas ao projeto “Quem eu sou”. Este projeto abre um leque de atividades pedagógicas e jogos construídos para apoiar o trabalho, pois os alunos tem grande necessidade de brincar, e, acredito que trabalhar com elementos da realidade dos alunos desperta-lhes mais interesse.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O lúdico e a aprendizagem

Os alunos adoram brincar, tem muito presente o jogo, o brinquedo em seu dia-a-dia. Quando terminam suas atividades vão direto aos brinquedos da sala. Assim, criamos fichas com os nomes e fotos que já usamos para um jogo de caracterização e pistas para descobrir de que colega se está falando. O jogo possibilita ao grupo refletir sobre as características pessoais, bem como da identificação de cada um, bem como há necessidade da oralização e expressão com o grande grupo.
Neste jogo os alunos fizeram muito uso das letras e sons iniciais do que de características físicas, acredito que seja o processo de letramento presente no dia-a-dia dos alunos que lhes facilita a forma de identificação de um colega.
Assim desenvolvemos práticas de leitura, escrita e oralidade no contexto social, em que se percebe a presença e a importância do brincar, pois a criança brinca com a realidade e encontra um jeito próprio de lidar com ela, assim também a criança traz suas vivências em sua criação.
As crianças em fase inicial da alfabetização, que ainda não leem, incorporam o uso das letras e sons para dar conta do que se fala, assim percebi que quando não conheciam a letra ou som inicial tinha a necessidade de saber letras ou sons para identificar o colega, dizendo então parte do nome.
As crianças vão dando sentido, nas diferentes instituições sociais (família, educação infantil, escola, etc.), que consignam ao sujeito diferentes papéis e possibilidades: o daquele que pode ler e escrever ou fazer de conta que lê e escreve e o daquele que não o pode porque não o sabe. É na presença ou na ausência do brincar de ler para a criança (jogos de contar), no brincar de ler com a criança, no brincar de desenhar e escrever (jogos de faz-de-conta) que se reencontra o sentido social da escrita.
Assim vejo presente o letramento, pois a criança não está alfabetizada, mas já faz uma leitura de mundo, traz consigo o pen­samento mágico. A fala antecede ou tem prece­dência sobre a escrita. Nessa relação de desenvolvimento da linguagem há a presença do letramento.
Venho confirmar mais uma vez que o letramento e a alfabetização são dois processos complexos que vão se concretizando à medida que fazem sentido para o aluno, mesmo que brincando.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ciência Cognitiva da Leitura

O programa Alfa e Beto se baseia nos princípios da Ciência Cognitiva da Leitura, e portanto, volta-se para o desenvolvimento de habilidades cognitivas mais complexas.
A Ciência Cognitiva da Leitura é o termo usado para referir-se ao paradigma predominante sobre alfabetização. O termo ciência cognitiva refere-se às várias disciplinas científicas que se apóiam nos achados da neuro-ciência para entender diversos fenômenos relacionados com a vida biológica, psicológica e emocional.
A Ciência Cognitiva da Leitura é um ramo da psicologia cognitiva que agrega e integra conhecimentos das neuro-ciências, da psico-lingüística e da psicologia cognitiva para compreender os fenômenos relacionados ao ensino e aprendizagem da alfabetização.
Esse paradigma é construído com base em evidências científicas experimentais rigorosas e validadas por estudos empíricos. Diferentemente do passado, quando havia um ou poucos nomes associados a uma determinada "teoria" ou "método" de alfabetização, a Ciência Cognitiva da Leitura hoje goza do consenso da maioria dos pesquisadores que militam no campo da alfabetização.
Fonte: Site Instituto Alfa e Beto

Metalinguagem e Metacognição

Lendo alguns textos no site do Instituto Alfa e Beto considerei pertinente este texto:
"Os materiais e métodos utilizados no Programa de Alfabetização Alfa e Beto contribuem para o desenvolvimento de competências metalingüísticas e de metacognição.

Metalinguagem
A palavra "metalinguagem" refere-se aos conhecimentos e competências que usamos para falar sobre a linguagem. É a linguagem usada para lidar com a linguagem. Os conhecimentos iniciais mais importantes referem-se ao vocabulário usado para referir-se aos vários aspectos da linguagem, como o nome e função das palavras (substantivo, verbo, advérbio, sujeito, etc.), os nomes das palavras e seus componentes (palavras, silabas, letras, fonemas, etc) e dos conceitos que essas palavras representam. As competências mais importantes, no momento da alfabetização, referem-se à capacidade de segmentar palavras em seus componentes mais básicos (sílabas, letras e fonemas).

Metacognição
Uso de habilidades e estratégias para refletir e controlar o processo de aprendizagem. A metalinguagem é um tipo de atividade de metacognição.
É comum educadores usarem as expressões "aprender a aprender" e "tornar o aluno um aprendiz autônomo". A metacognição tem muito a ver com isso. Metacognição significa controlar o próprio processo do conhecimento, de aprendizagem.
Metacognição refere-se ao conjunto de estratégias e uso de habilidades que o aluno usa para aprender a aprender, estratégias para monitorar o seu próprio processo de aprendizagem. Essas estratégias podem ser conscientes ou automatizadas. Assim, no processo de alfabetização existem várias estratégias de metacognição que o aluno deve aprender desde cedo. Entre as mais importantes, vale citar as estratégias para:
# saber se está usando corretamente o lápis e escrevendo com a postura correta; # verbalizar o sentido e a direção dos movimentos necessários para aprender a forma das letras;
#ajudar a compreensão de textos: fazendo perguntas de antecipação ao texto, identificando palavras que não conhece, prevendo o que vai acontecer no próprio parágrafo, página ou capítulo, etc. "

terça-feira, 20 de abril de 2010

O uso das tecnologias digitais

Lendo um artigo da Revista Pátio, publicado em novembro 2007/ janeiro 2008), considerei pertinente a citação de José Armando Valente:

"A escola deve incorporar cada vez mais o uso das tecnologias digitais para que os alunos e os educadores possam aprender a ler, escrever e expressar-se por meio delas."
Muitas vezes esbarramos em dificuldades no uso das tecnologias, o que vejo que com as crianças é diferente, pois estão abertos às novas aprendizagens e tem facilidades neste aprendizado, pois é seu interesse.

Já para nós, educadores desempenhar essas novas funções são grandes desafios, pois não fomos trabalhados, estamos aprendendo agora a lidar com as mesmas. As tecnologias digitais estão chegando à escola, mesmo que a passos lentos: computadores; em algumas escolas, esses computadores já estão ligados à internet; as escolas tem TV, câmeras digitais, dvds,...

O problema é que as tecnologias em grande parte, não estão incorporadas às práticas pedagógicas, pois falta a capacitação de profissionais para que possamos ampliar as possibilidades de expressão dos aprendizes e permitir que a sala de aula torne-se um espaço para conhecimento das tecnologias digitais.

Sendo aluna UFRGS - PEAD, aprendi muito com relação às tecnologias, bem como mudei minha visão com relação às tecnologias.

Hoje, sou grande incentivadora e auxiliar das colegas para que façam uso das tecnologias em sala de aula.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Princípios orientadores

Venho nesta postagem apresentar as concepções teóricas que nortearão minha prática pedagógica neste estágio. Acredito que os princípios orientadores para a minha prática pedagógica voltam-se às concepções construtivistas que levam o aluno a pensar criticamente, citarei Paulo Freire, Piaget, John Dewey e Comênio.
Paulo Freire afirma que ninguém começa lendo a palavra, que primeiro lê-se o mundo para depois entender a leitura da palavra, ou seja, primeiro tem-se que entender o contexto em que se está inserido e a partir deste explorar a leitura da palavra. Sua proposta pedagógica é um processo contínuo e permanente que serve para reaproveitar essa leitura de mundo, uma avaliação dialógica, ou seja, voltada ao diálogo. Sem esquecer que retrata a pedagogia do erro e ressalta que para esta não se reprime o educando em função do erro.
Na visão construtivista, o aluno constrói representações por meio de sua interação com a realidade, as quais irão construir seu conhecimento, processo insubstituível e incompatível com a idéia de que o conhecimento possa ser adquirido ou transmitido. Assim como afirma o professor e psicólogo Fernando Becker: "É a pessoa que constrói o seu próprio conhecimento".
O papel do professor, na abordagem construtivista, é facilitar a construção de significados por parte do aluno nas suas interpretações do mundo. Como professora, preciso criar situações desafiadoras para os alunos e juntos, possamos como diz Paulo Freire "recriar a vida", de forma a envolver a cultura popular, a história dos alunos ao conhecimento científico.
Como já citei na Introdução gosto do trabalho por projetos, este traz aspectos positivos e desafiadores, em que diferentes caminhos determinarão a construção da aprendizagem. Segundo John Dewey, a aprendizagem por projetos favorece a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação ao tratamento da informação, a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitam aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação consequente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio.
Também vou mencionar Comênio, pois afirma que a aprendizagem é uma necessidade de todos, homens e mulheres, de todas as classes sociais, de forma igual. Segundo Comênio, a aprendizagem deve começar, a partir dos sentidos, da percepção, da experiência do aluno, dando-lhe a base, o suporte para que saiba do que se está falando. Comênio quando propõe que os alunos façam experiências por conta própria e aprendam a partir das próprias observações.
Enfim, vejo presente o pluralismo das concepções teóricas para nortear as práticas pedagógicas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Programa de Alfabetização Alfa e Beto


O Programa de Alfabetização Alfa e Beto já foi implementado em variadas cidades de todo país sendo reconhecido pelo êxito e sucesso conseguido na alfabetização de crianças do primeiro ano do ensino fundamental.
O programa tem como objetivo assegurar a efetiva alfabetização das crianças, por meio de um programa completo. Desta forma contém atividades relativas a todas as competências que integram o processo de alfabetização. Isso permite que a escola se adapte ao nível em que se encontra cada aluno. Além de alfabetizar, o Programa introduz o aluno ao mundo das letras e dos livros e desenvolve vocabulário e competências de compreensão de texto e de expressão oral.
O Programa Alfa e Beto é reconhecido como um método mais eficaz para alfabetizar a criança, pois o ensino da decodificação utiliza o método fônico.
O método fônico refere-se às relações ou correspondências entre letras e sons. Assim, método fônico é todo aquele que ensina a relação entre grafemas e fonemas, ou seja, letras e sons, permitindo à criança descobrir o princípio alfabético e, progressivamente, dominar o conhecimento ortográfico próprio de sua língua.
Portanto satisfeitas, na escola com o resultado alcançado permanecemos na metodologia, sendo que neste ano temos alterações no material. Acredito que esteja melhor planejado.