As hipóteses e os erros Algumas das hipóteses levantadas pelas crianças são que, na escrita, não se pode representar algo com pequena quantidade de letras ou com letras iguais. Na leitura, ela imagina que não é possível ler sem imagem - como se a escrita fosse sempre a "legenda" que acompanha um objeto. A criança poderá também formular a hipótese do "realismo nominal", ou seja, a ideia de que o objeto representado se confunde com a palavra que o nomeia. Assim, o tamanho de um objeto deve corresponder à extensão de sua representação grafada. Um bom exemplo pode ser observado em boi e formiguinha: se boi é um animal grande, a palavra boi, deveria ser, necessariamente, grande, assim como a palavra formiguinha deveria ter grafia bem pequena. Para a Teoria da Psicogênese, o que aparece como erro à primeira vista é, na verdade, um processo de atividade constante em que a criança está elaborando hipóteses e alargando seu campo de conhecimento linguístico. São os chamados "erros construtivos". Ferreiro e Teberosky afirmam que "o que antes parecia erro por falta de conhecimento surge-nos agora como uma das provas mais tangíveis do surpreendente grau de conhecimento que uma criança tem sobre seu idioma". Intervenção do professor A criança está constantemente pensando sobre seu objeto de aprendizagem - a língua escrita. Quando instigada ou estimulada a conferir suas hipóteses, a criança vive o chamado "conflito cognitivo". Nesse processo, ela pode mudar sua hipótese e transformá-la num outro conceito, mais amplo e mais complexo. É importante que o alfabetizador conheça os processos psicolinguísticos por que passa uma criança ao aprender a ler e escrever. Antes dos estudos da psicogênese, as crianças aprendiam ou não a ler e escrever sem que o professor entendesse as hipóteses e as dificuldades das crianças ao longo desse percurso. Para a pesquisadora do Ceale e professora do Centro Pedagógico da UFMG, Clenice Griffo, "se o alfabetizador conhecer por que a criança está pensando daquela maneira, ele terá mais condições de fazer intervenções e elaborar atividades para ajudá-la a avançar no processo de aquisição da língua escrita. A opção por um método de alfabetização precisa estar articulada a essa compreensão." (Conrado Mendes) Hipóteses do aprendizado da língua escrita A Psicogênese desvendou algumas hipóteses do processo de alfabetização de uma criança. São elas, em linhas gerais: pré-silábica, silábica e alfabética. É importante ressaltar que a passagem de uma hipótese para a outra é gradual e depende muito das intervenções feitas pelo professor. Hipótese Pré-Silábica: a criança ainda não compreendeu a natureza do nosso sistema alfabético, no qual a grafia representa sons, e não ideias, como nos sistemas ideográficos (como a escrita chinesa). Nessa fase, ela vai representar a escrita com desenhos ou outros sinais gráficos e poderá formular a ideia de que a escrita seria uma espécie de desenho. Por essa razão, a grafia de uma palavra deveria apresentar características do objeto que representa (realismo nominal). O professor deve intervir ajudando o aprendiz a compreender as diferenças entre o nosso sistema de escrita alfabético-ortográfico e outros sistemas de representação, e também a distinção entre "desenhar" e "escrever". Hipótese Silábica: a criança, ao perceber a sílaba como segmento da fala, acredita que cada letra a representa graficamente. Então, ao escrever elefante, grafa quatro letras, como E, L, F e T. Nessa hipótese, a criança pode escrever ainda sem fazer corresponder letra e som; por exemplo, se ela se chama Marcelo, poderá escrever elefante com quatro letras do seu nome. Quando já relaciona letra com o som, a criança está mais perto do princípio alfabético. O professor deve levar o aprendiz a reconhecer unidades ou segmentos sonoros em sílabas, palavras e frases; por exemplo, a segmentação (oral ou escrita) de frases em palavras, de palavras em sílabas, de sílabas em letras. Hipótese Alfabética: ao construir essa hipótese, a criança percebe que, na fala, as palavras possuem unidades menores que as sílabas: os fonemas. Mas ela não percebe logo todos os fonemas. O R no final das palavras ou os sons nasalizados são menos evidentes e, por isso, são mais dificilmente percebidos. Se o professor pede ao aluno para escrever a palavra amor, ele pode escrever AMO e ler amor. Para ajudar a criança a dominar as relações entre grafemas (letras) e fonemas (sons), o professor deve explorar várias estruturas silábicas e levar o aluno a explorar os princípios e regras ortográficos do sistema de escrita.
PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS - "Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes." Isaac Newton
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Psicogênese da Escrita
De acordo com teoria sobre o aprendizado da língua escrita, o erro do aluno revela seu processo de construção do conhecimento. Quando uma criança ou um adulto está aprendendo a ler e escrever, esse aprendizado é desenvolvido pela elaboração de hipóteses. O caminho que todos percorremos durante esse aprendizado foi definido como psicogênese, ou gênese (origem, geração) do conhecimento da escrita, pela teoria resultante do trabalho das pesquisadoras argentinas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky em que a construção da escrita se apoia em hipóteses espontâneas elaboradas pelo aprendiz. Essas hipóteses, baseadas em conhecimentos prévios, assimilações e generalizações das crianças, dependem de suas interações com os outros e com os usos da escrita e da leitura. Dessa maneira, ao ver um outdoor, por exemplo, a criança faz inferências e suposições a respeito da língua escrita. Pesquisadora do Ceale e professora aposentada da Faculdade de Educação da UFMG, Maria das Graças Bregunci, afirma: “a única coisa que não podemos dizer, e que é muito usual no discurso pedagógico, é que 'uma criança chega à escola sem conhecimento algum'. O que ela não possui, ainda, é o conhecimento valorizado e sistematizado pela cultura escolar.”
Planejamento X Metodologia Alfa e Beto

Estamos neste semestre compreeendendo melhor que existem diferentes formas de planejar, mas que devemos de ter o cuidado ao realizá-lo pois dependemos de quais fatores são considerados.
O planejamento é feito para orientar o trabalho do professor e não(somente) para aspectos formais da escola.
Na escola que trabalho fora adotada uma metodologia que já traz um pré-planejamento, uma estrutura pronta, onde cabe ao professor reorganizar e aplicar as aulas, dentre as atividades dos livros e os testes.
A migração para o Programa de Alfabetização Alfa e Beto ocorreu por de processo de escolha, quando a Coordenadoria nos chamou para uma reunião em foram apresentados os programas Alfa e Beto, Instituto Ayrton Senna e Geempa. Sempre tive curiosidade pelo método fônico, mas não tinha amparo para fazer uso do mesmo em sala de aula. Feita a opção, iniciamos o ano letivo com cursos de capacitação para nos apropriarmos da metodologia, por sinal bastante complexa.
O programa tem uma proposta bem voltada à leitura e a escrita. Mas percebo que contempla atividades que vem dar amparo ao professor, fato que percebi quando realizei na escola um curso com a psicopedagoga. Percebi que muitos dos testes que a mesma exemplificou estavam em atividades diversas no livro de atividades do aluno. No entanto não é uma metodologia que se compare à projetos integradores, tem alguns aspectos que por vezes acho bem grosseiros, como textos que não tem nexo, mas a metodologia em si é eficiente, faz com que os alunos aprendam por meio dos sons.
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Paulo Freire: a leitura do mundo e os temas geradores
O trabalho com temas geradores apresentado no vídeo “A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana” contempla muito bem a proposta pedagógica de temas geradores. Paulo Freire, em sua proposta, diz que é necessário reencantar as pessoas para que acreditem num mundo diferente.
A pedagogia freireana mostra a importância do diálogo e do contexto do processo educativo na realidade do aluno. Para Freire a construção de um mapa referencial se faz necessária, o que aprender é prioridade para que o educando compreenda a inserção do texto no seu contexto.
A pedagogia freireana mostra a importância do diálogo e do contexto do processo educativo na realidade do aluno. Para Freire a construção de um mapa referencial se faz necessária, o que aprender é prioridade para que o educando compreenda a inserção do texto no seu contexto.
É necessária dar sentido à aprendizagem, conhecer as visões de mundo, as bases que o educando tem para trabalhar as diferentes linguagens. O professor precisa conhecer seu aluno para que compreenda estas visões de mundo.
Paulo Freire afirma que ninguém começa lendo a palavra, que primeiro lê-se o mundo para depois entender a leitura da palavra, ou seja, primeiro tem-se que entender o contexto em que se está inserido e a partir deste explorar a leitura da palavra.
Freire apresenta sua proposta pedagógica como um processo contínuo e permanente que serve para reaproveitar essa leitura de mundo, uma avaliação dialógica, ou seja, voltada ao diálogo.
Retrata a pedagogia do erro, bem como ressalta que para esta não se reprime o educando em função do erro. Este é um aspecto que tenho muito presente, pois temos que levar o educando a construir, pois se repreendido pelo erro pode reprimir-se e não ter estímulos para a reconstrução. Assim o professor auxilia para que o educando desenvolva a autonomia, bem como possibilita interagir em seu círculo de convivências, vencendo conflitos por meio de suas ações na busca da resposta.
É necessário que se tenha presente a aprendizagem como a reconstrução do saber, em que o foco está no interesse do educando, bem como é preciso levar em conta a vivência de mundo que o mesmo tem, pois o educando é o protagonista de sua aprendizagem, sempre num movimento de construção provisória, descentração e reconstrução.
Paulo Freire afirma que ninguém começa lendo a palavra, que primeiro lê-se o mundo para depois entender a leitura da palavra, ou seja, primeiro tem-se que entender o contexto em que se está inserido e a partir deste explorar a leitura da palavra.
Freire apresenta sua proposta pedagógica como um processo contínuo e permanente que serve para reaproveitar essa leitura de mundo, uma avaliação dialógica, ou seja, voltada ao diálogo.
Retrata a pedagogia do erro, bem como ressalta que para esta não se reprime o educando em função do erro. Este é um aspecto que tenho muito presente, pois temos que levar o educando a construir, pois se repreendido pelo erro pode reprimir-se e não ter estímulos para a reconstrução. Assim o professor auxilia para que o educando desenvolva a autonomia, bem como possibilita interagir em seu círculo de convivências, vencendo conflitos por meio de suas ações na busca da resposta.
É necessário que se tenha presente a aprendizagem como a reconstrução do saber, em que o foco está no interesse do educando, bem como é preciso levar em conta a vivência de mundo que o mesmo tem, pois o educando é o protagonista de sua aprendizagem, sempre num movimento de construção provisória, descentração e reconstrução.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Surdez
Com base no Historicismo os surdos são narrados como deficientes, já sob uma História crítica são os “coitadinhos” que precisam de ajuda para se promover e se integrar e na visão da História cultural, os surdos são vistos como sujeitos com experiências visuais.
Vendo sob o ponto de vista cultural, o professor Itard, no filme "O menino selvagem" desenvolvia experiências visuais, no entanto mecanizadas e desinteressantes para o menino, assim como no filme “Seu nome é Jonas” em que se utilizando dos códigos fonéticos deveria aprender a se comunicar.
Itard fracassou com na aplicação da fonética, conseguiu apenas ensinar o som de algumas vogais, mas conseguiu a partir destas experiências desenvolver estudos das relações entre garganta, nariz, olhos e ouvidos, assim, criou a Otorrinolaringologia. O garoto sentia-se vazio, via os movimentos labiais, mas de forma alguma compreendia o que lhe repetiam, não havia sentido.
Acredito que Victor, o personagem do filme "O menino selvagem" também não fazia maiores relações, senão mecanizadas, das propostas apresentadas pelo professor Itard, pois não havia formas de comunicação claras entre ambos.
O menino selvagem
Na cena inicial que descreve uma camponesa colhendo bagas na floresta. Ouve um barulho nos arbustos e imagina um animal estranho, quando é um ser humano. Um menino que andava como um animal quadrúpede, subia nas árvores, comia o que encontrava na floresta, coçava a cabeça e o corpo como os animais, tinha um olhar vago, por isso despertou a curiosidade da camponesa que voltou com alguns homens e cães farejadores para encontrar este “animal”, para a surpresa de todos um menino selvagem que fora abandonado e esfaqueado pelos pais por ser anormal. Para Itard é uma criança que teve o infortúnio de sobreviver na floresta em isolamento total e, apenas como resultado desse isolamento, em que supunha ter sido abandonado por ser filho ilegítimo e por isso um estorvo.
Itard compreende que se trata de uma situação excepcional: um jovem privado de educação por ter vivido afastado dos indivíduos da sua espécie.
Itard compreende que se trata de uma situação excepcional: um jovem privado de educação por ter vivido afastado dos indivíduos da sua espécie.
Quando diagnosticada sua surdez, o professor decide cuidar do mesmo e determinar o seu grau de inteligência, pois o menino era um objeto de curiosidade na sociedade, mas também sofria com a discriminação e a violência.
Na casa do professor Itard, a governanta recebe a criança com muito carinho, cuidando de suas necessidades físicas e afetivas. Dá um trato no menino, cortando-lhe as unhas, o cabelo, veste-o e, seguindo o conselho do professor, vai sempre falando com ele, mesmo que ele não a compreendesse era necessário falar-lhe o máximo possível. Já, Itard, dedica-se à tarefa de educação do menino e desenvolver estudos a partir de suas observações.
Dão-lhe o nome de Victor, ensinam-lhe tudo: colocar suas roupas, andar, comer usando prato e talheres, beber água no copo,..., enfim torná-lo civilizado.
Itard, afirmava que Victor podia ser treinado para ouvir palavras, assim desenvolveu o seu trabalho com o menino, por meio da memorização de objetos e palavras, como aconteceu no filme “Seu nome é Jonas”, em que buscavam memorizar os princípios fonéticos, o que não tinha significado algum para Jonas.
Entendo que Victor agia de forma mecanizada sem dar sentido às assimilações entre objetos e palavras, pois não consegue comunicar-se com as pessoas.
O professor incansável vai ampliando o grau de complexidade em suas atividade na tentativa de ensinar Victor, que por vezes saturado da repetição, recusava-se a continuar, então se jogava no chão, derrubava o que tinha em mãos, irritado como forma de não corresponder ao processo de aprendizagem. Assim o professor colocou-o de castigo, como forma de penalizá-lo por seu fracasso. No entanto, repensando sua atitude, Itard tira-o do castigo e o acalma, uma das poucas demonstrações de afeto do professor com Victor.
Conseguindo levar adiante suas experiências, Itard amplia o grau de dificuldade das atividades, mas sob meu ponto de vista não tem sucesso quanto ao processo de aprendizagem, pois são atividades mecanizadas, repetitivas que não contribuem para para o desenvolvimento e a comunicação de Victor, exceto pelo momento em que vão fazer a visita e o menino volta para buscar as letras que formavam a palavra leite, pois era algo de seu interesse, diferentemente dos demais objetos trabalhados nas tentativas de ensino e aprendizagem.
Na casa do professor Itard, a governanta recebe a criança com muito carinho, cuidando de suas necessidades físicas e afetivas. Dá um trato no menino, cortando-lhe as unhas, o cabelo, veste-o e, seguindo o conselho do professor, vai sempre falando com ele, mesmo que ele não a compreendesse era necessário falar-lhe o máximo possível. Já, Itard, dedica-se à tarefa de educação do menino e desenvolver estudos a partir de suas observações.
Dão-lhe o nome de Victor, ensinam-lhe tudo: colocar suas roupas, andar, comer usando prato e talheres, beber água no copo,..., enfim torná-lo civilizado.
Itard, afirmava que Victor podia ser treinado para ouvir palavras, assim desenvolveu o seu trabalho com o menino, por meio da memorização de objetos e palavras, como aconteceu no filme “Seu nome é Jonas”, em que buscavam memorizar os princípios fonéticos, o que não tinha significado algum para Jonas.
Entendo que Victor agia de forma mecanizada sem dar sentido às assimilações entre objetos e palavras, pois não consegue comunicar-se com as pessoas.
O professor incansável vai ampliando o grau de complexidade em suas atividade na tentativa de ensinar Victor, que por vezes saturado da repetição, recusava-se a continuar, então se jogava no chão, derrubava o que tinha em mãos, irritado como forma de não corresponder ao processo de aprendizagem. Assim o professor colocou-o de castigo, como forma de penalizá-lo por seu fracasso. No entanto, repensando sua atitude, Itard tira-o do castigo e o acalma, uma das poucas demonstrações de afeto do professor com Victor.
Conseguindo levar adiante suas experiências, Itard amplia o grau de dificuldade das atividades, mas sob meu ponto de vista não tem sucesso quanto ao processo de aprendizagem, pois são atividades mecanizadas, repetitivas que não contribuem para para o desenvolvimento e a comunicação de Victor, exceto pelo momento em que vão fazer a visita e o menino volta para buscar as letras que formavam a palavra leite, pois era algo de seu interesse, diferentemente dos demais objetos trabalhados nas tentativas de ensino e aprendizagem.
Pedagogia de Projetos
O trabalho por projetos traz aspectos positivos e desafiadores, pois propicia a articulação dos conhecimentos e beneficia a organização do ensino e da aprendizagem, em que diferentes caminhos determinarão a construção da aprendizagem.
Segundo John Dewey, a aprendizagem por projetos favorece a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação ao tratamento da informação, a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitam aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação consequente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio.
Vejo que no trabalho por projetos há preocupação com o educando num todo, onde se considera o crescimento físico, emocional e intelectual, pois muitas vezes o físico e o emocional são ignorados porque o olhar está unicamente voltado à cognição.
A globalização que se percebe nos projetos, mostra que é necessária uma estrutura aberta e flexível com relação aos conteúdos escolares. Desta forma, a escola tem o desafio de proporcionar práticas conjuntas e promover situações de cooperação, em vez de lidar com as crianças de forma isolada.
Segundo John Dewey, a aprendizagem por projetos favorece a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares em relação ao tratamento da informação, a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitam aos alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação consequente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio.
Vejo que no trabalho por projetos há preocupação com o educando num todo, onde se considera o crescimento físico, emocional e intelectual, pois muitas vezes o físico e o emocional são ignorados porque o olhar está unicamente voltado à cognição.
A globalização que se percebe nos projetos, mostra que é necessária uma estrutura aberta e flexível com relação aos conteúdos escolares. Desta forma, a escola tem o desafio de proporcionar práticas conjuntas e promover situações de cooperação, em vez de lidar com as crianças de forma isolada.
John Dewey traz uma ideia que sempre considerei muito:
“Não há separação entre vida e educação, esta deve preparar para a vida, promovendo seu constante desenvolvimento, pois as crianças não estão, num dado momento, sendo preparadas para a vida e, em outro, vivendo". Então, qual é a diferença entre preparar para a vida e para passar de ano? Como educar alunos que têm realidades tão diferentes entre si e que, provavelmente, terão também futuros tão distintos?”
É realmente para se pensar, bem como é um aspecto que tenho presente em minhas concepções docentes. Nossos alunos são seres únicos.
“Não há separação entre vida e educação, esta deve preparar para a vida, promovendo seu constante desenvolvimento, pois as crianças não estão, num dado momento, sendo preparadas para a vida e, em outro, vivendo". Então, qual é a diferença entre preparar para a vida e para passar de ano? Como educar alunos que têm realidades tão diferentes entre si e que, provavelmente, terão também futuros tão distintos?”
É realmente para se pensar, bem como é um aspecto que tenho presente em minhas concepções docentes. Nossos alunos são seres únicos.
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