domingo, 22 de junho de 2008

Os números no cotidiano

Os números são parte de nosso cotidiano, em todo tempo e espaço, pois desde o momento em que nascemos já há números em nossa vida, data e hora de nascimento, peso, medida,..., enfim tem números em todo lugar em que vivemos mesmo antes de nosso nascimento e até mesmo depois da morte.
Os números estão em toda parte: na data, no relógio, no velocímetro do carro, em preços, valores monetários, no salário, pesos, medidas, mapas, tabelas, gráficos, está impregnada em nós.
A aplicação da matemática no meio social em que vivemos é tão necessária à nossa vida, quanto às coisas mais essenciais que necessitamos para sobreviver, pois é aplicada por todos seres humanos, cultos ou leigos, tendo a intenção da mesma ou não.

Números e operações

O trabalho com as quatro operações no primeiro ano é voltado ao concreto, mesmo que alguns alunos já são capazes de abstrações, mas, no entanto temos que envolvê-los com atividades concretas para não criar interrogações em suas mentes.
Gostei muito do trecho citado no Parâmetros Curriculares Nacionais - Matemática, página 31:
"O professor, portanto, deve possibilitar a vivência dessas experiências ou, em outras palavras, deve permitir que as ações dos alunos desencadeiem suas generalizações; deve possibilitar e permitir que o aluno seja agente na construção de seu próprio conhecimento – agente no sentido de agir, participar, envolver-se, etc. para aprender. Assim, os professores agem como organizadores, consultores, mediadores, controladores, incentivadores de aprendizagens."
... pois acredito que nós professores aguçamos a curiosidade de nossos alunos, portanto lançar desafios é o máximo!
No trabalho com números e operações pude perceber a necessidade do grande envolvimento do aluno com material concreto, o uso do próprio corpo, material da sala de aula, para daí partir à abstração, em adicionar, subtrair e dividir, bem como resolver e interpretar problemas matemáticos.

Classificação e seriação

Para a Classificação estabelecemos semelhanças entre os objetos, classificando-os de acordo com o reconhecimento das formas geométricas, a espessura, o tamanho, a cor ou a forma, um exemplo é o trabalho com os blocos lógicos.
Para a Seriação trabalhamos com ordem e diferenças entre os objetos, é quando realizamos uma atividade que estabelecemos uma relação de ordem como, por exemplo, ao formar uma fila por tamanho. É o processo pelo qual se comparam os objetos e se estabelecem as diferenças entre eles.

Grupos sociais

A família é o primeiro grupo social em que a criança interage, portanto esta é freqüentemente lembrada, assim como viver em grupo, para uma criança, significa sua própria socialização, a sua entrada no mundo, passando por socializações que lhe permitirão ver continuada a vida social, transmitindo às novas gerações a sua herança cultural.
A partir da convivência familiar a criança passa a estabelecer novos comportamentos básicos para sua vida em sociedade, assimilando os costumes, normas e valores, sua entrada na escola e em pequenas comunidades possibilita estabelecer a mediação entre os indivíduos e os grupos maiores, no entanto é no grupo que aprenderá a viver socialmente e se tornar autônoma, capaz de compreender a sociedade, bem como agir conscientemente para sua transformação.
A compreensão dos conceitos de grupo, comunidade e classe social é um processo de construção que se inicia já no primeiro ano, pois a partir do projeto da família pode-se dar bases para que a criança identifique os grupos em que vive e convive, como também analisar aspectos como: quem participa dos grupos, o que faz o grupo, suas finalidades, objetivos e atividades e o tipo de relações que se estabelecem entre as pessoas.
Com a gradativa análise dos diversos grupos em que a criança interage, irá percebendo a diversidade de interesses nos grupos e como também há relações contraditórias, pois o que um gosta ou ache importante para o outro pode ser insignificante.
No trabalho com grupos sociais também deve-se ter atenção especial no trato à diversidade de raças e culturas, bem como o respeito às diferenças fará com que a criança aprenda a encarar naturalmente as diferenças culturais sem preconceito e discriminação, tanto cultural, como social ou racial.

Tempo

A primeira dimensão, o tempo físico, permite a criança localizar-se no tempo e situar fatos de sua vida, ou seja, perceber o tempo fazendo sua quantificação e representação.
A segunda dimensão, o tempo histórico ou social, permite que a criança perceba seu tempo diferente de outros tempos ou épocas, bem como compreender o tempo como fruto da construção social, de determinantes históricos que as sociedades imprimem à época em que vivem.
A importância deste trabalho espaço-temporal, no ensino fundamental, é de preparar o aluno para entender o tempo como uma dimensão contínua, que passa e não pára, bem como a criança passa a compreender o tempo físico, a sua trajetória pessoal e o tempo histórico, fruto de suas relações sociais. Trabalhar noções espaciais e temporais é investir na capacidade de raciocínio do aluno, por meio de desafios à inteligência, estaremos educando para a vida.

Espaço

Para que a criança construa o conceito de espaço é necessário oferecer oportunidades para que ela possa operar com as relações espaciais, sabendo localizar-se, compreendendo esse espaço como construção humana em determinado tempo de uma sociedade.
É importante dar noções para que as crianças possam localizar-se, bem como representar graficamente a construção de espaço.
Devemos lembrar que as noções do espaço constroem-se por etapas, que a criança deve ter dominado uma etapa para avançar para etapa seguinte. Saber ler o mundo social e desvendar sua lógica, conhecer a organização e estruturação do espaço, desde o espaço da criança até o espaço-nação.
Isso tudo significa educar a criança e educar-se para saber pensar o espaço, para saber se organizar e futuramente localizar-se neste.

Sobre o ensino do tempo e do espaço...

Nossa memória é uma fonte de pesquisa, nesta o tempo e o espaço estão inseridos, em que relacionamos os diferentes períodos históricos , identificamos as mudanças e as permanências que ocorrem em um determinado tempo e espaço.

Na prática docente, na qual sempre trabalhei com alunos de seis e sete anos, primeiro e segundo anos, procurei sempre partir do tempo e do espaço do aluno. O tempo, a partir do eu e da família, ou seja a história que envolve o aluno. O espaço, a partir da casa, da sala de aula e da escola, que são espaços de convívio do aluno.

O planejamento deve ser flexível, a fim de contemplar aprendizagens e construir competências, passo a passo, a partir dos saberes dos alunos, pois a base da aprendizagem está na história dos mesmos.

A relação professora X alunos X Estudos Sociais, torna-se prazerosa, quando partimos das vivências dos alunos para a compreensão de seu tempo e espaço, por meio de diversas atividades relacionadas ao projeto em questão, construímos a aprendizagem que se dá a partir de desafios, onde a professora age como mediadora e incentivadora, instigando os alunos para o sonho, o desejo de aprender, em que joga o olhar para frente, para ações que se imaginam necessárias, ao vislumbrar situações que precisam ser transformadas para termos no futuro cidadãos críticos e ativos em seu meio social.