terça-feira, 12 de outubro de 2010

A escola como espaço de aprendizagens, descobertas e inovações do aluno e do professor - Eixo V

Tendo em vista que a escola é o espaço de aprendizagens, descobertas e inovações do aluno e do professor, em que se visa construir a aprendizagem de forma a despertar o interesse, ressalta-se a arquitetura de projetos de aprendizagem.
A metodologia de projetos de aprendizagem busca a solução de problemas e o desenvolvimento um processo de construção de conhecimento, pois o aluno será autor do seu conhecimento. Partindo do princípio de que o aluno tem conhecimento prévio é que o aluno vai se movimentar e interagir com o desconhecido, ou com novas situações, para se apropriar do conhecimento específico.
Um projeto de aprendizagem vai ser gerado pelos conflitos, pelas perturbações no sistema de significações, que constituem o conhecimento particular do aluno, pois quando somos desafiados, questionados, necessitamos pensar para expressar as dúvidas, passamos a desenvolver as competências para formular e solucionar problemas.
Usamos como estratégia as certezas provisórias e as dúvidas temporárias. Pesquisando, indagando, investigando, muitas dúvidas tornam-se certezas e certezas transformam-se em dúvidas; ou ainda, geram outras dúvidas e certezas que, por sua vez, também são temporárias, provisórias. Iniciam-se as negociações, as trocas que neste processo são constantes, pois a cada idéia, a cada descoberta os caminhos de busca e as ações são reorganizadas, repensadas para que possamos chegar à solução da questão de investigação, que é norteadora do projeto.
O crescimento ocorre tanto no grupo, como individualmente, onde o envolvimento nos proporcionou um posicionamento frente ao assunto, avançamos no domínio do assunto, incrementamos com o uso das tecnologias, sendo que ambas tomávamos as iniciativas, não nos acomodamos na espera que uma faça pela outra, dividimos tarefas. Avançamos na estruturação das etapas, crescemos a partir da interação com os professores.
O Projeto de Aprendizagem em grupo é um trabalho colaborativo que requer muito mais que conhecimento, este precisa de disponibilidade para o trabalho coletivo, capacidade de descentração, onde oferecer auxílio nos proporciona um ganho particular em conhecimentos e maturidade nas relações com o grupo. Isso só é possível quando as relações entre os indivíduos, são baseadas em relações de reciprocidade. Questionar para desestabilizar, para provocar discussões, reflexões, análises e críticas passa a ser entendido, também, como essencial para preparar o um cidadão.

A escola: um espaço de convívio na relação professor-aluno

No quinto semestre contemplaram-se aprendizagens voltadas às diferentes épocas da vida em que seres humanos apresentam características diferentes.
As várias etapas são marcadas por conflitos que lhe são próprios. Assim como a passagem da infância para a vida adulta é marcada por conflitos. A cada passagem, há perdas, mas há ganhos. Para algumas pessoas predominam os sentimentos de perda e para outros predominam os sentimentos de ganho a cada etapa. Porém, o certo é que a passagem por cada etapa significa expectativas diferentes com relação à própria vida.
A fase adulta em que atingimos a maturidade, em que sabemos definir claramente o que é certo e o que é errado, fazemos escolhas, tomamos decisões, delineamos projetos pessoais e profissionais. Podemos caracterizar um adulto como: maduro, responsável, autônomo, capaz, que pense formalmente, como também já constitua sua própria escala de valores.
O desenvolvimento cognitivo inicia-se no nascimento e perdura pela vida adulta. Atingimos o operatório-formal a partir de doze anos, no entanto para atingi-lo é necessário refletir para além do real presente, refletir as possibilidades, fazer planos, elaborar teorias, construir sistemas e pensar sobre o próprio pensamento.
O adulto aprende resolvendo problemas que dizem respeito ao mundo físico ou social em que vive e lançando hipóteses sobre as transformações da convivência, por isso o trabalho docente é um constante desafio em que há uma ênfase cada vez maior no profissional, como também na formação e na organização do trabalho cotidiano. Exige-se cada vez mais, que os professores se tornem profissionais da Pedagogia, capazes de lidar com inúmeros desafios pela escolarização de massa em todos níveis do sistema de ensino.
A relação professor – aluno não se limita ao conteúdo, pois são necessárias relações interpessoais para então levá-lo a aprendizagem, de forma a compreender o raciocínio que lhe é transferido. Desta forma, o trabalho docente exige inovação para despertar interesse no aluno. Trabalhar com pessoas é muito delicado, pois estas são objeto de trabalho, onde temos uma sala de aula numerosa, alunos em diferentes níveis de aprendizagem, alunos inclusivos,..., em que o professor só pode ensinar quando está disposto a aprender, temos que acompanhar o desenvolvimento, pois a educação é um processo social, ela não nos prepara para vida, mas é a própria vida.
A relação entre professor e aluno se transformou em relação professor-cliente, muitos são pressionados pelos interesses mercadológicos da escola e, assim, muitas vezes não têm suporte da instituição em situações de enfrentamento com os alunos.
Para que a educação e o professor tenham êxito no trabalho realizado é preciso que as famílias compreendam a importância deste para o desenvolvimento de seus filhos, uma vez que dependem desta para a formação de sua personalidade, aquisição dos conteúdos e desenvolvimento das habilidades necessárias a sua vida adulta.
Trabalha melhor quem está mais preparado, segundo Içami Tiba (2002, p. 123):
"Felicidade não é fazer tudo o que se tem vontade, mas ficar feliz com o que se está fazendo".

Escola: organização e gestão - Eixo V

A gestão democrática está ligada ao estabelecimento de mecanismos institucionais e à organização de ações que desencadeiam processos de participação social: na formulação de políticas educacionais, na determinação de objetivos e fins da educação, no planejamento, nas tomadas de decisão, na definição sobre o destino de recursos e necessidades de investimento, na execução das decisões tomadas e nos momentos de avaliação.
Para garantir a gestão democrática como princípio constitucional, há um longo processo que requer diálogo e participação coletiva de todos os envolvidos: pais, alunos, professores, direção, enfim, a sociedade como um todo. Assim, a autonomia da escola, a eleição de diretores, o conselho escolar, são alguns pilares que materializam a gestão democrática onde necessitamos de políticas que ampliem as possibilidades de democratização da educação.
A dimensão administrativa abrange a organização da vida funcional e da vida escolar, há planejamento participativo. A escola como um todo, é resultante da construção coletiva com a participação de todos os segmentos da comunidade, em que o currículo norteia a vida da mesma, este é constituído a partir de um amplo estudo das temáticas, competências e referenciais elaborados pelos professores de cada série e componentes curriculares, com objetivos bem definidos, respeitando a capacidade cognitiva do aluno, com ênfase na interdisciplinaridade atribuindo-lhe tempo e intensidade.
O Projeto Político Pedagógico (PPP), no qual temos grande participação na formulação, há todos os aspectos necessários para o bom andamento da escola, desde os planos de ensino às mais diversas atividades da escola: sua estrutura e organização, o papel dos diferentes segmentos escolares, calendário escolar, conhecimento, currículo e avaliação. O PPP é conhecido como a bíblia da escola, a mola mestra. Visando a escola como espaço para a construção de uma escola pública democrática, instituiu-se o PPP como referencial de escola desejada, representa idéias, objetivos, metas, seqüência de ações que orientarão toda a ação pedagógica da escola.
O Regimento Escolar é o documento originado do Projeto Pedagógico, no entanto este vem disciplinar a vida escolar, não é formulado na escola. Define as regras, contem orientações para a vida escolar, ou seja, regimentar o modo como a escola se organizará para pôr em prática suas opções teóricas. É um importante documento de referência para o funcionamento da escola. Isto é fundamental para que todos que trabalham na escola, bem como os que participam da sua vida cotidiana, como comunidade escolar, tenham claro o processo histórico, de organização e de normatização da instituição.
O processo de constituição do PPP e do Regimento Escolar deve ser um movimento de participação ampla de toda a comunidade escolar para pensar seus princípios e diretrizes. A construção de conhecimento, saberes e viveres é o núcleo centralizador da escola. É importante organizar os fazeres: pedagógico e administrativo, com base na legislação existente. Dessa forma, tanto o PPP quanto o Regimento Escolar estarão concretizando uma concepção do aluno que queremos, é o que sonhamos.
A dimensão relacional da escola com o sistema, redes de ensino, órgão central e instituições afins me parece ser favorável, caso contrário, não haveria o bom funcionamento da entidade. Acredito que assim caminhamos para gestão democrática da educação, pois a democracia participativa, é aquela em que os cidadãos, ao sentirem-se fazendo parte de uma nação ou grupo social, tem parte real na sua condução e por isso tomam parte na infindável construção de uma nova sociedade da qual se sentem parte.

A escola como instituição pública - Quinto semestre

A educação no Brasil ainda é muito desigual. Constata-se que houve um aumento na escolarização em todos os níveis de ensino, mas a situação real da educação é marcada por fortes contradições, que levam frequentemente à existência de grandes lacunas entre o discurso político que sustentam e as práticas efetivas.
As políticas educacionais redefinem o papel do Estado, que podemos entender como um contrato social. O Estado apenas repassa parte do financiamento, e avalia, pois as políticas atuais tem a avaliação como indutora da qualidade. Quanto à avaliação como indicativo da qualidade, é uma inversão ao objetivo das avaliações institucionais, que deveriam ser diagnósticas, dando base para a elaboração de políticas e acaba por ser meritocrática, culpando as escolas e mais especificamente os professores pelo sucesso ou fracasso escolar.
O sistema público, na buscar um padrão externo de qualidade, acaba procurando a parceria com instituições privadas, como é o caso do Instituto Ayrton Senna, o qual a rede municipal de Sapiranga já integrou. A rede estadual está proporcionando às escolas o Projeto Piloto para Alfabetização. As instituições envolvidas na parceria são: Instituto Ayrton Senna (SP), Geempa (RS) e Instituto Alfa e Beto (MG). Os três programas de intervenção pedagógica tem como foco a alfabetização, visando à construção da matriz de competências e habilidades cognitivas em leitura, escrita e matemática, de forma a assegurar sua alfabetização em, no máximo, dois anos letivos, ou seja, no primeiro e segundo anos do ensino fundamental de nove anos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eixo 4 - Aprendizagens: Tempo e Espaço

No quarto semestre as aprendizagens desenvolveram-se a cerca do espaço e do tempo.
Pensar o tempo e o espaço nas interdisciplinas deste semestre fora fundamental, pois possibilitou a ampla compreensão dos conceitos. Definir a Geografia como o espaço e a História como o tempo, são significações básicas, mas de grande importância, pois de que adianta transmitir ao aluno significações complexas e dificultar-lhe o entendimento.
As diferentes perspectivas de tempo e espaço podem ser trabalhadas de modo integrado, pois quando trabalhamos o tempo físico, permitimos à criança localizar-se no tempo e situar fatos de sua vida fazendo a quantificação e representação, por exemplo, a linha de tempo idealizada para as interdisciplinas de Representações de mundo pelos Estudos Sociais e Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação, mostra que há uma grande quantidade de números presentes em nossa vida, bem como estão inseridos em nosso cotidiano.
Também a partir das aprendizagens construídas neste eixo, nas interdisciplinas estudadas, percebi que ao trabalhar o espaço: a casa, o bairro, a escola, a cidade, o estado, o país. Já no estudo do tempo: elaborar linhas de tempo, pesquisar a história da família, as mudanças da sociedade com o passar dos anos,... Por meio destas atividades e relacionadas às questões sociais e ambientais em que se envolve o uso de mapas e plantas baixas, estarei trabalhando noções de representação matemática com meus alunos, pois vai da criatividade do professor, criar formas de globalizar e explorar os conteúdos.
Na atividade de Representações de mundo pelas Ciências Naturais, em que os alunos tiveram que representar com desenhos o que significava a palavra lida. Pude compreender a visão de mundo que os alunos já tem. Este exercício de representação explicita o potencial do aluno, que é um ser pensante e que há uma coisa pensada, esta coisa é o mundo transformado em objeto. Percebi assim, que muito é possível, que há possibilidades de um novo olhar para o interesse do aluno, pode ser instigante, informativo e amplo. Cabe ao professor ser o mediador e desafiador, criando situações limites para as explicações dos alunos, bem como demonstrar conhecimentos e humildade, em saber que ele não é o centro do conhecimento.
Já no estudo dos ciclos de vida há o envolvimento de noções de tempo e espaço, em que ocorrem mudanças, transformações. O tempo revela o início e o esgotamento dos acontecimentos, o eterno recomeço, em que podemos conhecer e explicar os impasses e conseqüências das interferências humanas no espaço, como vimos no vídeo Balance, neste a relação entre a ocupação do espaço pelos habitantes do universo de Balance e o equilíbrio do mesmo dependia de cada um fazer a sua parte. Caso um habitante deixasse de fazer a sua parte causaria o desequilíbrio. Quando não houve mais consenso entre os habitantes, um destes empurrou os demais para que caíssem do universo, no entanto um habitante e a caixa havia equilíbrio, mas este não podia chegar até a caixa, tamanha sua ganância que ficou sem nada. Percebe-se que as ações individuais podem alterar o equilíbrio de um sistema de modo a comprometer a estrutura do mesmo levando-o ao desequilíbrio. Seria o mesmo que cada pessoa jogar o lixo no meio ambiente que lhe rodeia, em pouco tempo teríamos montanhas de lixo acumuladas as nossas portas, ao invés de termos jardins, gramados, hortas e árvores.
Como nos dizem os PCNS – Meio Ambiente e Saúde – volume 9:

“Já a devastação e a exploração predatória que compromete a existência de diversidade genética, que ameaça de extinção espécies inteiras, gera grande desequilíbrio e fere a harmonia da natureza... Mas um grande desequilíbrio pode causar reações em cadeia, irreversíveis, de efeitos devastadores inclusive para a própria espécie humana.”

O desequilíbrio leva à extinção, isto é, ao fim das espécies. Assim como no filme, em nosso meio o desequilíbrio ambiental provoca a desestruturação. Uma crescente devastação e exploração predatória causada pelo homem levam ao desequilíbrio ambiental, porque o homem visa enriquecer às custas dos recursos naturais, mas esquece que está esgotando os mesmos. As crescentes industrializações em meio à era da tecnologia e modernização fazem com que o homem esqueça que precisa viver em harmonia com o meio ambiente, pois hoje podemos afirmar que os recursos são escassos e limitados. A agressão causada ao equilíbrio ambiental, nos atinge, pois somos parte do meio ambiente, daí a urgência de mudar as atitudes do homem frente ao meio ambiente, para tentar melhorar seus espaços e ter mais tempo de vida.
A compreensão sobre os conceitos de tempo e espaço amplia-se na reflexão estruturada em cada interdisciplina, pois as diversas representações do mundo estão interligadas. À medida que traço objetivos em meus planejamentos percebo relações. No entanto, não havia refletido o tempo e o espaço com expressiva globalização de atividades. Assim, a realização de atividades envolvendo o tempo e o espaço, mostrou-me, nas variadas representações de mundo que estamos inseridos em uma sociedade, em que eu, como professora, tenho o importante papel de trabalhar noções espaciais e temporais para educar a vida.

domingo, 26 de setembro de 2010

Aprendizagens e integração das aprendizagens no terceiro semestre

O trabalho interdisciplinar visa a integração das disciplinas, pois através de pequenas ligações que se faz pode-se criar muito. Até mesmo na sala de aula em que no horário de brincar os alunos brincam de casinha ou escolinha, improvisando situações de seu cotidiano, expressando-se livremente.
A realização de atividades neste semestre proporcionaram desenvolver habilidades como: a representação e a comunicação (o fazer artístico), a investigação e a compreensão (apreciação e crítica à Arte) e a contextualização sociocultural (compreensão da História da Arte).
As experiências vivenciadas foram muito significativas pois as crianças permitiram-se brincar e aprender, com ou sem talento desenvolveram capacidades e potencialidades agindo de modo espontâneo.
Assim como no teatro, a literatura infantil nos move para um “mundo do faz de conta”, pois na simples ação de contar e ouvir histórias já nos encanta e dá asas à imaginação.
Para contar histórias não precisamos de grandiosos recursos e sim envolver os alunos no mundo da literatura infantil. Podemos despertar emoções, bem como compreender dilemas do cotidiano de nossos alunos.
A ludicidade tão presente em nossas aulas, pois o brincar se faz necessário. Neste brincar as crianças usam os brinquedos que foram trazidos por elas, como também há jogos que foram confeccionados pela professora para estimular a inteligência, a percepção visual e auditiva dos alunos, atenção e gosto por desafios para a aprendizagem por meio de jogos e brinquedos.
A ludicidade evidencia que as crianças, ao brincar, são livres para criar, comunicar-se, aprender e vivenciar situações imaginárias. O brinquedo pode satisfazer a criança se o resultado for interessante, como também pode ser um meio para mudanças, baseado em motivações, tendências e incentivos.
É importante ressaltar que as crianças gostam muito de desenhar, cantar, brincar de escolinha ou de casinha, contar e criar histórias, estão numa fase muito propícia para desenvolver talentos, quem sabe destas turmas teremos no futuro grandes artistas.
Com vistas à integração das atividades acredito que a interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo contribuiu para que eu refletisse meu fazer, bem como meus alunos aprendem, do interesse no que lhes ensino, que valores estou lhes transmitindo.
Através das atividades desenvolvidas construímos o saber, bem como as revisões, os desafios, as auto-avaliações e os questionamentos, constatam as aprendizagens.
O fazer e o aprender são duas ações muito presentes em nosso cotidiano, pois estamos sempre buscando aprender para melhor fazer na sala de aula. Repensar posturas, metodologias e atitudes para fazer o melhor em prol do aluno são aspectos que nos fazem aprender mais no dia-a-dia, visando uma prática reflexiva e crítica.

Tecnologias da informação e comunicação no apoio às interdisciplinas do Eixo 3

O uso das tecnologias foi muito importante neste semestre, tanto na prática pedagógica quanto para a realização dos trabalhos das interdisciplinas, pois para estas necessitamos nos comunicar para realização de trabalhos em grupo, inserir imagens para detalhar, enriquecer e documentar o trabalho na prática pedagógica.
Já na prática pedagógica as tecnologias digitais foram fundamentais. Assistir o filme Happy Feet para iniciar o trabalho da interdisciplina de Música, o filme “Cinderela” para comparar à história do livro trabalhado na interdisciplina de Literatura. O uso do computador com os alunos para reproduzir textos em PowerPoint, como “O Natal do valente Assis”, a coleção de histórias “Orquestra dos Animais”, sendo que na escola não tínhamos laboratório de informática então levei o note book para que os alunos pudessem melhor compreender a história de Assis Valente e as histórias sobre música reproduzidas em média player, bem como o uso de rádio cd para ouvir a música trabalhada na interdisciplina de Música, “Boas Festas”, interpretada por Simone.
O uso de imagens para documentar os diversos trabalhos das interdisciplinas surgiu como um empecilho, pois a internet era muito lenta e não completava a geração dos arquivos no webfólio. O primeiro empecilho surgiu quando quis inserir as imagens do livro “Cinderela” juntamente com as questões que tínhamos a responder, consegui inserir as imagens no Word, no entanto ao transmitir o arquivo ele não concluía a geração do arquivo.
Na busca de alternativas comecei a bisbilhotar o Picasa, um aplicativo disponível em nossa conta no Google. Realizei o download deste aplicativo e quando o executei logo localizou as imagens em meu computador, classificando-as e organizando-as em álbuns que também tenho no computador. Sempre que abro o Picasa, ele localiza e atualiza todas imagens que tenho no computador, as quais posso utilizar e publicar no Picasaweb.
O Picasaweb é o aplicativo disponível na internet, onde eu disponibilizo as imagens que quero tornar públicas para meus trabalhos da faculdade. Desta forma passei a inserir links no webfólio para publicar minhas imagens utilizadas no variados trabalhos das interdisciplinas. Esta foi uma das ferramentas que se tornara fundamental para a idealização e documentação de meus trabalhos neste semestre.
As tecnologias digitais facilitam as antigas práticas de representar a realidade e de ver o mundo, isto é, de observar, registrar o processo de observação, construir e editar audiovisuais, que acredito darem muito trabalho no passado. Hoje entra em um aplicativo, este só necessita de seus comandos e executa-os.
Muitas vezes “apanho” das tecnologias digitais, mas estas são facilitadoras no processo de "modernização", isto é, de fazer as mesmas coisas recorrendo a outros meios. As tecnologias digitais constituem instrumentação mais aperfeiçoada de investigação, facilmente disponíveis, acessíveis, em termos, pois às vezes por mais próximas que estas estejam, nos são inacessíveis, porque não saber utilizá-las, por ter medo de estragar ou por terem um custo alto e que não está ao alcance.